Harmonizar um hino em quatro vozes, para o coral que você ensaia, é tomar a melodia que a assembleia já reconhece e entregar soprano, contralto, tenor e baixo uma linha que caiba na boca. O trabalho é menor do que escrever um cântico novo e maior do que digitar a melodia num editor de partitura. Você decide o tom deste grupo, onde o acorde muda e qual cadência a última linha vai anunciar. Depois ouve, porque um hino que parece pronto no papel ainda desmonta quando os baixos encontram o refrão.
Um rascunho SATB pode fazer a colocação mecânica. O CantuStudio mantém a melodia importada na soprano e propõe contralto, tenor e baixo ao redor dela. Esse rascunho é uma primeira passada para você revisar. Não cria licença de uso e não sabe qual naipe está fino neste mês. Se você não tem direito de arranjar o hino, pare antes de imprimir partes. Os passos abaixo supõem melodia em domínio público ou já sua para arranjar.
O ganho de tempo está na etapa mecânica, não num culto pronto em cinco minutos. O título desta página nomeia esse atalho: tom, cifra de apoio e um rascunho que você já pode ouvir. A revisão da cadência, do texto e da tessitura do seu coral continua humana. O detalhe de acorde e baixo está no guia de harmonização SATB. O app de arranjo, o app para o regente e a página de planos são o lado do produto. Este texto é o checklist que essas páginas supõem.
Comece pela melodia que a sala já canta
Escreva a melodia antes de tocar nas outras vozes. Hino congregacional costuma ser uma frase curta que se repete, com refrão que a assembleia canta mesmo se o coral ainda hesita. Se você não consegue cantarolar a melodia inteira de memória, ainda não sabe onde a harmonia precisa ser óbvia. Marque as respirações onde um falante pararia. É ali que o coral quer um acorde com cara de vírgula ou de ponto, não um acorde que ainda está viajando no meio da palavra.
Numa harmonização direta, deixe a melodia na soprano. As pessoas acham o hino de ouvido pela linha mais aguda. Passar a melodia ao tenor numa estrofe pode ser escolha de arranjo, e o guia de arranjo coral é o lugar dessa textura. Para quatro vozes retas, deixe a melodia onde a sala espera. Quando o rascunho é gerado, a mesma regra já está no arquivo: a melodia importada permanece na soprano, para você revisar harmonia em vez de caçar uma melodia que passeou.
Nomeie a estrofe que você está de fato escrevendo. Um hino de quatro estrofes não precisa de quatro harmonizações diferentes no domingo de manhã. Escreva uma estrofe limpa e só então decida se a terceira merece um baixo mais quieto. Se cada estrofe é um quebra-cabeça novo, o ensaio gasta o tempo na sua curiosidade em vez do texto. Uma harmonização confiável, cantada afinada, vale mais do que quatro versões engenhosas que não passam do sexto compasso.
Escolha o tom cantando as bordas
Toque a melodia no tom do hinário e cante a nota mais aguda da soprano e a mais grave que você espera do baixo. Se as sopranos fazem careta, ou se os baixos somem, o tom impresso é tom de piano, não de coral. Transponha antes de alguém decorar o tom antigo. Muitas vezes um semitom basta. Um tom inteiro é comum em grupo voluntário. Faça isso em voz alta. Um tom familiar na pauta ainda pode sentar uma terça acima quando as quatro partes estão preenchidas.
A checagem de tessitura de um rascunho do CantuStudio permite soprano de dó4 a ré5, contralto de fá3 a dó5, tenor de si2 a sol4 e baixo de mi2 a ré4. Essa janela é a borda do que o rascunho pode imprimir. Não é a tessitura confortável de um coral de domingo. Mantenha a maior parte das notas de soprano entre mi4 e ré5, a maior parte dos contraltos entre lá3 e si4, e trate um sol4 de tenor ou um mi2 de baixo como pico curto, não como casa da estrofe inteira. Se o acorde só fecha nessas bordas, o tom ainda está errado.
O compasso vem junto com a decisão de tom. Hinários tradicionais sentam em quatro por quatro ou três por quatro, e o acorde muda com o compasso, não com cada sílaba. Escreva o compasso antes de harmonizar, porque o ritmo harmônico depende dele. Uma melodia em três por quatro que você sente sem querer em quatro por quatro põe a cadência no tempo errado, e o coral respira no meio da palavra que importava. Conte uma frase com o texto, não só com o piano.
Ponha o acorde no tempo que o ouvido espera
Hino não precisa de acorde novo em cada nota. Muitas melodias sustentam um acorde por duas ou três notas e mudam quando o compasso começa, ou quando o texto vira. Caminhe a melodia e marque só os tempos fortes: o primeiro tempo e, em quatro por quatro, muitas vezes o terceiro. Pergunte qual acorde a assembleia esperaria ali. Tônica no começo da frase, dominante quando a frase pergunta, tônica de novo quando a frase responde. Se você não sabe nomear o acorde do primeiro tempo, as vozes internas não têm onde se apoiar com honestidade.
Harmonia funcional basta para a maior parte dos hinos. Tônica, subdominante e dominante, com uma cadência clara no fim da estrofe, carregam o texto. Dominante secundária é cor que você acrescenta porque uma palavra merece, não um hábito em cada compasso. O guia de harmonização SATB aprofunda inversões e o modo como o baixo anuncia o acorde. Esta página só pede que você decida o acorde antes de enfeitá-lo. Uma linha bonita de contralto sob o acorde errado continua sendo o acorde errado.
Escreva o baixo assim que os acordes estiverem escolhidos. No primeiro tempo de uma frase, uma fundamental ou uma inversão clara diz ao coral onde ele está. Um baixo que só carimba fundamentais soa como tambor, então depois do salto deixe-o andar por grau. Não peça ao contralto que explique a harmonia. Se você cala a soprano e o baixo ainda conta a progressão, a harmonia está fazendo o ofício dela. Se o baixo é uma fieira de notas que sobraram do acorde, volte ao primeiro tempo e escolha a fundamental de novo.
Preencha contralto e tenor para serem cantados sozinhos
Contralto e tenor completam a tríade. O movimento padrão é grau conjunto ou nota comum sustentada. Salto na voz interna cabe quando o acorde muda de cor de verdade, e deve ser reparado por um grau na direção contrária. Se o contralto é uma fila de notas repetidas por oito tempos, o naipe deriva, mesmo com cada nota legal. Dê a essa linha um desenho pequeno rumo à cadência: uma nota vizinha, um grau acima quando o texto sobe, uma pausa quando a soprano precisa ser ouvida sozinha.
Espaçamento pesa tanto quanto as notas do acorde. Mantenha soprano e contralto dentro de uma oitava, e contralto e tenor dentro de uma oitava, para as vozes de cima soarem como um coral só. Tenor e baixo podem ficar mais distantes, porque o baixo muitas vezes precisa da fundamental mais grave do que o resto do acorde. Um vão largo entre contralto e tenor deixa o hino oco numa sala com carpete. Feche esse vão antes de acrescentar uma nota de passagem. O guia de condução de vozes trata nota comum, sensível e cruzamento com mais calma.
Confira notas estranhas ao acorde do jeito que o cantor ouve. Nota de passagem em tempo fraco, que resolve por grau, é escrita comum de hino. Nota que não pertence ao acorde, sentada em tempo forte, e sem resolução, é o tipo de falha que a checagem de condução foi feita para apontar. Não chame isso de expressão até a nota se comportar como vizinha, passagem ou retardo preparado. A mesma checagem aponta quintas e oitavas paralelas, inclusive a décima segunda, e não trata movimento contrário como paralela. O guia de quintas e oitavas paralelas explica a diferença antes de você discutir o relatório.
Ouça o rascunho uma voz por vez
Gere ou escreva as quatro partes e não envie o arquivo. Toque. Cale a soprano e pergunte se contralto, tenor e baixo ainda fazem sentido como música. Cale todo mundo menos o tenor e cante essa linha numa sílaba neutra. Parte que só funciona com a melodia alta não está pronta. A mesma passada pega uma paralela que fundiu dois naipes e um salto que o cantor cauteloso não acha no escuro. Corrija o compasso no arquivo no mesmo dia. A semana seguinte é tarde demais, porque o coral terá decorado a versão que você já rejeitou.
Um rascunho do CantuStudio é essa primeira passada, não o arranjo que você distribui. A melodia fica na soprano. O relatório pode apontar quintas paralelas, oitavas paralelas, cruzamento de vozes, tessitura e nota estranha ao acorde em tempo forte. Uma pausa interrompe a comparação de paralelas. O relatório não conhece o acento do seu texto, a teologia da estrofe nem qual tenor faltou. Você ainda decide se a cadência é a que prometeu. Se o último acorde surpreende a sala, mude antes do ensaio. Guarde a única harmonia incomum para uma palavra que mereça, e resolva de um jeito que o naipe encontra sem o piano.
A demonstração sem cadastro aceita uma melodia curta, de até 16 notas, para você experimentar uma frase antes de criar conta. Uma conta gratuita inclui cota mensal: a oferta publicada fala em 10 harmonizações e 2 exportações MIDI por mês. O download de MusicXML fica no Pro, e uma conta gratuita não recebe o arquivo .musicxml. Os limites vigentes estão na página de planos. Não prometa ao coral uma pilha de hinos novos antes de ler essa página. O app de arranjo SATB e o app para o regente são as portas do mesmo ciclo de rascunho.
Ensine a cadência e só então o resto da estrofe
Na sala, ensine a última linha primeiro. Uma cadência de hino que o coral sente chegar, em geral dominante para tônica, com a soprano chegando por grau e o baixo chegando na fundamental, dá um alvo a cada naipe. Com esse compasso firme, volte uma frase. As pessoas aprendem o hino a partir do lugar que já conhecem, não do primeiro compasso de uma leitura fria. Se a cadência é mingau, nenhum detalhe de contralto no começo da estrofe salva o verso.
Cada naipe canta a própria linha sozinho, depois com o texto, depois com as outras partes. Quando um compasso desmonta, em geral é um salto, uma respiração na sílaba errada ou duas vozes que se fundiram. Marque esse compasso no papel na mesma tarde. Um arranjo que muda depois de o coral decorar custa mais ensaio do que um arranjo que levou mais uma noite na mesa. Uníssono na primeira linha do refrão, abrindo em quatro vozes na segunda, é ferramenta legítima quando o grupo precisa firmar a afinação. Isso é arranjo, e pertence ao arquivo, não a um pedido de desculpas falado.
Exporte só a versão que você já ouviu. PDF é a página que alguém imprime. MIDI é o arquivo de estudo que um cantor pode repetir. MusicXML é a partitura que você continua editando no MuseScore, no Sibelius, no Dorico ou no Finale, e esse download é Pro. Uma conta gratuita não recebe o arquivo .musicxml. Quando a questão for textura, quem leva a melodia e o que este coral sustenta a estrofe inteira, volte ao guia de arranjo coral. O artigo sobre qual arquivo exportar separa página, playback e partitura editável.